Luciano Scandelari, presidente do Conselho de Administração do CITS recebe o troféu das mãos do presidente da FINEP, Luis Fernandes.
Pioneira de uma nova geração de soluções de ensino, a mesa educacional E-Blocks é hoje utilizada em 24 países. O sistema combina softwares educacionais com o uso de blocos plásticos, que podem representar letras, palavras, números e figuras. Em duplas, trios ou grupos de até seis alunos, as crianças respondem a perguntas feitas pelo computador encaixando os blocos em um painel portátil. A própria mesa faz a leitura e transfere as informações para o computador, que indica se a resposta está correta.
O sucesso do projeto é comemorado pelo Centro Internacional de Tecnologia de Software (CITS), instituto de pesquisa paranaense que desenvolveu o produto em parceria com a empresa Positivo Informática, líder nacional no segmento de tecnologia educacional. No Brasil, cerca de cinco mil escolas públicas e mais de duas mil e setecentas escolas particulares contam com as mesas educacionais, dirigidas atualmente para o ensino de inglês, matemática e espanhol. Para se ter uma idéia, nos Estados Unidos, o produto está presente em mais de 200 instituições.
"As imagens, animações e jogos estimulam a interação entre os alunos", diz Marilda Medeiros, coordenadora executiva do CITS. Fundado em 1992, o instituto já é responsável por mais de 350 novos produtos e processos que chegaram ao mercado. A instituição possui laboratórios de diversas competências que atendem a empresas interessadas em contratar serviços de desenvolvimento tecnológico. Entre os clientes estão grandes companhias, como a Bematech, HP-Hewlett Packard, Siemens e LG.
O CITS é remunerado por projeto, o que significa que a receita gerada para o instituto é o valor pago pelas empresas pelos serviços de desenvolvimento. As patentes ficam com os clientes. A Positivo, por exemplo, detém a patente da E-Blocks no Brasil e em mais oito países, além de já possuir o depósito de patente na União Européia. Segundo Marilda, o importante para o CITS é que produtos nacionais com valor agregado cheguem ao mercado e, dessa forma, gerem empregos e divisas para o País.
Somadas as receitas dos últimos três anos, o faturamento do instituto alcançou R$ 71 milhões, recursos transferidos quase na íntegra para o desenvolvimento dos projetos inovadores. Apenas 10% são destinados à manutenção da instituição. "Para os próximos três anos, esperamos alcançar um faturamento de R$100 milhões", conclui Marilda.