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  Instituto de pesquisa paranaense foi o vencedor nacional da categoria no ano passado

 

1º de Janeiro de01

Luciano Scandelari, presidente do Conselho de Administração do CITS recebe o troféu das mãos do presidente da FINEP, Luis Fernandes.

Pioneira de uma nova geração de soluções de ensino, a mesa educacional E-Blocks é hoje utilizada em 24 países. O sistema combina softwares educacionais com o uso de blocos plásticos, que podem representar letras, palavras, números e figuras. Em duplas, trios ou grupos de até seis alunos, as crianças respondem a perguntas feitas pelo computador encaixando os blocos em um painel portátil. A própria mesa faz a leitura e transfere as informações para o computador, que indica se a resposta está correta.

O sucesso do projeto é comemorado pelo Centro Internacional de Tecnologia de Software (CITS), instituto de pesquisa paranaense que desenvolveu o produto em parceria com a empresa Positivo Informática, líder nacional no segmento de tecnologia educacional. No Brasil, cerca de cinco mil escolas públicas e mais de duas mil e setecentas escolas particulares contam com as mesas educacionais, dirigidas atualmente para o ensino de inglês, matemática e espanhol. Para se ter uma idéia, nos Estados Unidos, o produto está presente em mais de 200 instituições.

"As imagens, animações e jogos estimulam a interação entre os alunos", diz Marilda Medeiros, coordenadora executiva do CITS. Fundado em 1992, o instituto já é responsável por mais de 350 novos produtos e processos que chegaram ao mercado. A instituição possui laboratórios de diversas competências que atendem a empresas interessadas em contratar serviços de desenvolvimento tecnológico. Entre os clientes estão grandes companhias, como a Bematech, HP-Hewlett Packard, Siemens e LG.

O CITS é remunerado por projeto, o que significa que a receita gerada para o instituto é o valor pago pelas empresas pelos serviços de desenvolvimento. As patentes ficam com os clientes. A Positivo, por exemplo, detém a patente da E-Blocks no Brasil e em mais oito países, além de já possuir o depósito de patente na União Européia. Segundo Marilda, o importante para o CITS é que produtos nacionais com valor agregado cheguem ao mercado e, dessa forma, gerem empregos e divisas para o País.

Somadas as receitas dos últimos três anos, o faturamento do instituto alcançou R$ 71 milhões, recursos transferidos quase na íntegra para o desenvolvimento dos projetos inovadores. Apenas 10% são destinados à manutenção da instituição. "Para os próximos três anos, esperamos alcançar um faturamento de R$100 milhões", conclui Marilda.




  Stents produzidos no Brasil dão o 11º prêmio nacional à empresa goiana

 

1º de Janeiro de01

Ao lado do ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, o diretor da Scitech Melchiades Cunha, comemora a vitória.

As cirurgias minimamente invasivas estão mudando a face da medicina. São necessárias incisões cada vez menores, algumas de meio centímetro ou menos. O tamanho é o suficiente para a introdução de micro-câmeras e instrumentos médicos que irão realizar procedimentos no interior do corpo. Pioneira nacional no desenvolvimento de soluções inovadoras para esse tipo de operações, a empresa goiana Scitech já conquistou mais de 100 clientes no Brasil e agora deseja se firmar no mercado externo.

A estratégia inicial foi negociar com países do oriente médio, onde eram menores as barreiras comerciais, como o Irã, a Síria, a Jordânia e o Paquistão. Em 2007, as exportações geraram uma receita ainda tímida de R$ 183 mil. Porém, este ano, após um esforço de divulgação em feiras internacionais, a meta é atingir R$ 1,5 milhão, com operações nos mercados do Oriente Médio, África, Ásia, Europa e América Latina.

Quando foi fundada, em 1998, a companhia apenas revendia produtos estrangeiros. “Porém, percebemos que havia no País um potencial técnico enorme para desenvolvermos nossos próprios instrumentos”, lembra Melchiades Cunha, diretor da Scitech. Com a criação do departamento de pesquisa, em meados de 2005, a empresa passou a nacionalizar alguns dos equipamentos comercializados e iniciou o processo de substituição de importações. Dos 25 produtos hoje oferecidos, 80% possuem tecnologia nacional. “Em dois anos, esperamos que esse percentual alcance 100%”, revela Melchiades.

Quem mais se beneficia com as cirurgias minimamente invasivas são os pacientes. Sofrem menos durante e após o procedimento, recebem alta mais cedo e retornam mais rápido à rotina diária. Nas cirurgias convencionais para a desobstrução de artérias, na qual são implantadas as conhecidas “pontes de safena”, o paciente demoraria 10 dias para sair do hospital e mais um mês para voltar ao trabalho. Com o procedimento minimamente invasivo, chamado Angioplastia, o paciente recebe alta em dois dias e, em uma semana, volta à rotina.

Um dos destaques da linha de produtos da Scitech é o stent, espécie de mola usada na Angioplastia que abre a artéria e libera a passagem do sangue. Sem similares no Brasil, o instrumento, desenvolvido em conjunto com a Universidade de São Paulo (USP), possui qualidade e preço compatíveis aos de importados. A Scitech possui ainda parcerias de desenvolvimento com outras importantes universidades, como as federais de Goiás e Minas Gerais.

Em 2007, a empresa alcançou um faturamento de R$ 12 milhões, receita que, segundo Malchiades, deve chegar a R$ 15 milhões este ano. Cerca de 14% do faturamento é reinvestido em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos.



  Veio de Santa Catarina a vencedora na categoria Pequena Empresa em 2008

 

1º de Janeiro de01

O vice-presidente da República, José Alencar, entrega o troféu ao diretor de Engenharia da E3S, Marcus Vinícius Filgueiras dos Reis.

Um salto com rede. Já pensou simular, virtualmente, um produto revolucionário bem antes que ele exista de fato? Ou, então, investigar os efeitos da implementação de um determinado processo industrial deixando de lado altíssimos custos ou a demora excessiva no ato de execução? O que parece enredo de filme de ficção científica vem sendo desenvolvido com bastante sucesso por uma pequena empresa brasileira, a Engineering Simulation Scientific Software (E3S). Além de oferecer soluções para o desenvolvimento de modernas ferramentas computacionais, a E3S é representante oficial em toda a América do Sul dos mais avançados pacotes de simulação em computador. Com uma equipe técnica especializada, leva ao mercado o know-how em engenharia, métodos numéricos e ciências da computação, disponíveis somente nos mais avançados centros de pesquisa.

O segredo da empresa, que tem sede em Florianópolis, é a identificação de gargalos na produção dos seus clientes, buscando soluções calçadas não só na engenharia assistida por computadores (CAE), mas também pelo desenvolvimento de softwares (DEV). Seguindo esta estratégia, a E3S vem se consolidando no mercado como uma empresa de soluções tecnológicas, apresentando uma consistente taxa anual de crescimento que gira em torno de 40%. Ao todo, são 11 as suas áreas de atuação: Meio Ambiente, Óleo & Gás, Metalurgia, Automotiva, Geração de Energia, Ventilação e Ar Condicionado, Processos Químicos, Turbomáquina, Processos e Fabricação Mecânica, Embalagens e Eletrodomésticos.

Criada, em 1995, no Laboratório de Simulação Numérica em Mecânica de Fluidos e Transferência de Calor do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a E3S teve como cliente inicial a Petrobras, com quem já desenvolveu inúmeros projetos. “O ambiente da integração das tecnologias de engenharia de petróleo desenvolvido pela E3S simplifica o uso simultâneo tanto de ferramentas comerciais quanto de ferramentas customizadas, usadas para a análise de reservatórios de petróleo”, diz o Dr. Régis K. Romeu, Engenheiro de Reservatório da Petrobrás.

Nesta área, aliás, o projeto Cyclope, que focou a criação de um avançado software para analisar resultados de simulações de reservatórios, ajudou a projetar a empresa como referencial também de desenvolvimento científico. Hoje, a E3S conta com 82 funcionários e, à espera de um faturamento de R$ 10 milhões até o final do ano, já reúne as credenciais para participar de projetos com grandes empresas do globo, como a ExxonMobil (EUA) e a Oil Plus (Reino Unido).