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Notícias

  Prêmio FINEP de Inovação/Sudeste é lançado no Rio

 

12 de Maio de 2009

Ampliar o volume de investimentos e aumentar a abrangência dos programas, atingindo cada vez mais empresas. Este é o desafio da FINEP, segundo seu diretor de inovação Eduardo Costa. Em sua palestra durante o lançamento do Prêmio FINEP de Inovação/Sudeste, ocorrido nesta terça-feira (12), no Rio de Janeiro, Costa falou sobre os instrumentos oferecidos pela FINEP para financiar a inovação. Segundo ele, muitas empresas "ainda não sabem ou não acreditam que existam oportunidades como o Programa Juro Zero ou o Programa de Subvenção Econômica, com financiamentos não-reembolsáveis”.

Durante o lançamento, que aconteceu como parte da programação da 3ª Conferência Internacional sobre Inovação nas Economias em Desenvolvimento, promovida pelo Instituto de Pesquisas Aplicadas (Ipea), pela Universidade das Nações Unidas e pela FINEP, houve ainda apresentações das empresas Módulo Security e Pipeway, ambas ganhadoras de edições anteriores do Prêmio FINEP de Inovação.

Os próximos lançamentos regionais estão previstos para 25/5 em Florianópolis (SC), 27/5 em Cuiabá (MT), 28/5 em Recife (PE) e 4/6 em Palmas (TO).

Lançamento do Prêmio FINEP - Foto: Paulo Resende


Saiba mais sobre o Prêmio FINEP

O Prêmio FINEP reconhece os esforços inovadores realizados por empresas e instituições de ciência e tecnologia brasileiras, desenvolvidos no Brasil e aplicados no País ou no exterior. A competição acontece primeiro em etapas regionais. Os primeiros colocados de cada categoria concorrem depois ao prêmio nacional.

Este ano os candidatos concorrem a até R$ 29 milhões em financiamentos pré-aprovados pela FINEP, divididos entre os vencedores das etapas regionais e nacional. Desse total, serão até R$ 9 milhões em recursos não-reembolsáveis e até R$20 milhões em recursos reembolsáveis do programa FINEP Inova Brasil. As inscrições vão até 11 de setembro.

Os concorrentes podem se inscrever em cinco categorias: Micro/Pequena Empresa, Média Empresa, Grande Empresa (esta só em nível nacional), Instituição de Ciência e Tecnologia e Tecnologia Social. Além dessas, há ainda a categoria Inventor Inovador, com candidatos selecionados a partir de levantamento na base de dados das patentes concedidas pelo INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

O regulamento está disponível no site do Prêmio FINEP 2009 (clique aqui para o link específico da página do regulamento) e as inscrições vão até 10 de setembro.



  Prêmio FINEP nacional é lançado em Brasília

 

11 de Maio de 2009

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, lançou na segunda-feira (11), em Brasília (DF), a 12º edição do Prêmio FINEP de Inovação. Lembrando que os primeiros doutores brasileiros começaram a ser formados há apenas quatro décadas, Rezende destacou algumas iniciativas da FINEP como sendo fundamentais para o impulso da pesquisa nacional. “Se a ciência é tão nova entre nós, a pesquisa e a inovação no mundo empresarial é ainda mais recente, e o Prêmio estimula a disseminação desses conceitos”, afirmou. O ministro mencionou ainda o Programa de Subvenção Econômica e o Prime – Programa Primeira Empresa Inovadora como alavancas para grandes mudanças no futuro. “Tenho certeza de que as empresas nascentes incentivadas por eles serão exemplos para toda uma geração de empreendedores e em 10 anos teremos um novo panorama empresarial no Brasil”, disse.

O presidente da FINEP, Luis Fernandes, anunciou no evento uma parceria com o MBC – Movimento Brasil Competitivo para a próxima edição do Prêmio. “Ela vai nos permitir incorporar o reconhecimento à gestão da inovação que se faz no País”, explicou.

O lançamento contou ainda com uma apresentação da bailarina Ana Botafogo e palestra do designer Hans Donner, que falou de como o encontro de “um sonhador apaixonado com a oportunidade da tecnologia” fez dele um exemplo de inovador.

Lançamento Prêmio Sudeste

Nesta terça-feira (12), começa no Rio de Janeiro, a etapa de lançamentos regionais. O Prêmio FINEP de Inovação – Sudeste será lançado durante a 3ª Conferência Internacional sobre Inovação nas Economias em Desenvolvimento - MEIDE III, um evento acadêmico internacional promovido aqui pelo Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, pela Universidade das Nações Unidas e pela FINEP. Às 18 horas, o diretor de Inovação da FINEP, Eduardo Costa, fará palestra sobre “Inovação no Brasil”, seguido da apresentação de dois cases de vencedores do Prêmio FINEP – as empresas Módulo Security Solutions e Pipeway Engenharia. O evento acontece no Pestana Hotel Copacabana (Avenida Atlântica, 2964).

Saiba mais sobre o Prêmio FINEP

O Prêmio FINEP reconhece os esforços inovadores realizados por empresas e instituições de ciência e tecnologia brasileiras, desenvolvidos no Brasil e aplicados no País ou no exterior. A competição acontece primeiro em etapas regionais. Os primeiros colocados de cada categoria concorrem depois ao prêmio nacional.

Este ano os candidatos concorrem a até R$ 29 milhões em financiamentos pré-aprovados pela FINEP, divididos entre os vencedores das etapas regionais e nacional. Desse total, serão até R$ 9 milhões em recursos não-reembolsáveis e até R$20 milhões em recursos reembolsáveis do programa FINEP Inova Brasil. As inscrições vão até 10 de setembro.

Os concorrentes podem se inscrever em cinco categorias: Micro/Pequena Empresa, Média Empresa, Grande Empresa (esta só em nível nacional), Instituição de Ciência e Tecnologia e Tecnologia Social. Além dessas, há ainda a categoria Inventor Inovador, com candidatos selecionados a partir de levantamento na base de dados das patentes concedidas pelo INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

O regulamento está disponível no site http://www.finep.gov.br/premio e as inscrições vão até 10 de setembro.


  teste

 

1º de Janeiro de 2009

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  Grande Empresa vencedora em 2008 premia funcionários que tenham idéias inovadoras

 

1º de Janeiro de01

O diretor-superintendente da Brasilata, Antonio Carlos Teixeira Álvares, posa para foto ao lado do presidente da Academia Brasileira de Ciências, Jacob Palis, de quem recebeu o troféu.

Ao adotar a filosofia da gestão participativa, a Brasilata Embalagens Metálicas consolidou um modelo inovador de gestão: os funcionários são contratados como inventores e premiados por idéias que melhoram as condições de trabalho e de produtividade. O novo conceito – chamado de Projeto Simplificação – foi criado há 21 anos nos moldes de uma indústria automobilística japonesa. Só no ano passado, totalizou mais de 100 mil idéias, o que representa uma média anual de 121 idéias por funcionário.

O Projeto Simplificação é uma iniciativa focada nos resultados de longo prazo, com objetivo de melhorar continuamente o rendimento das equipes e aperfeiçoar as condições de trabalho. “As idéias criativas influenciam o aumento da produtividade e estimulam o ambiente inovador interno”, comemora o diretor-superintendente da Brasilata, Antonio Carlos Teixeira Álvares.

Os mais de 900 “inventores” que trabalham nas três unidades fabris localizadas em São Paulo, Rio Grande do Sul e Goiás dispõem de um sistema on-line para apresentar idéias e conferir o andamento das sugestões. Para facilitar o uso do programa e promover a inclusão digital do pessoal, a empresa disponibiliza 300 computadores e fornece cursos de capacitação.

De inovação a Brasilata entende. Foram mais de 100 anos utilizando o fechamento por atrito das latas de aço, até a empresa introduzir o travamento mecânico no mercado, por demanda de dois dos maiores fabricantes de tintas do País. O fechamento Plus – disponível também nas versões Nova Geração e Biplus – tornou mais difícil a falsificação dos solventes: depois de aberta, o lacre de segurança da tampa é rompido, indicando a violação. Outro benefício da inovação é o aumento da pressão utilizada nas latas com fechamento tradicional em quase três vezes, o que proporciona mais segurança na armazenagem, no empilhamento e no transporte do produto. Além disso, a tampa faz a vedação total, evitando o ressecamento.

Desde 1993, a empresa desenvolve uma extensa parceria com a FINEP, o que consolida seu perfil de empresa inovadora, mesmo atuando em um setor maduro como o mercado de latas de aço. “Antes, éramos somente um fabricante de latas. Hoje temos uma infra-estrutura sólida de pesquisa tecnológica para a criação de novos produtos e processos”, comenta Antonio Carlos, que também é professor de Inovação na Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.

O compromisso da equipe com a qualidade e a inovação no ambiente de trabalho é traduzido em inúmeros prêmios setoriais conquistados pela empresa. Em 2008, a Brasilata foi eleita pela quinta vez uma das 100 Melhores Empresas para se trabalhar no País; no ano anterior, se tornou empresa líder em inovação segundo o Índice Brasil de Inovação (IBI), elaborado pela Unicamp e Fapesp.

“Não jogamos tênis, modalidade em que o mérito pertence a um jogador solitário, e sim futebol, pois o resultado positivo é compartilhado por toda equipe”, comenta o diretor-superintendente da empresa”. O discurso dele é materializado não apenas no Projeto Simplificação, mas no programa de Participação nos Lucros e Resultados, que distribui entre os colaboradores 15% do lucro líquido anual da empresa. “Não é possível admitir o crescimento da empresa dissociado do crescimento das pessoas”. Concordamos hermeticamente.



  Banco Palmas é o grande vencedor na categoria Tecnologia Social em 2008

 

1º de Janeiro de01

João Joaquim de Melo Neto Segundo, coordenador geral do Instituto Palmas, recebe o troféu do vice-presidente da República, José Alencar.

Aos 55 anos, a ex-dona de casa Maria Darcília é hoje proprietária da Palma Fashion, confecção que garante uma renda média mensal de R$ 600 à viúva e aos 20 colaboradores que trabalham com ela. O empreendimento só foi possível graças à iniciativa pioneira surgida há 10 anos em uma comunidade carente da periferia de Fortaleza: o Banco Palmas. É através dele que Dona Darcília e os outros 30 mil habitantes do Conjunto Palmeiras têm acesso a empréstimos sem necessidade de comprovação de renda.

O banco desenvolveu um sistema econômico comunitário que conta com uma linha de microcrédito alternativo para a população e instrumentos de consumo local (cartão de crédito e moeda própria) promovendo geração de emprego e renda aos mais pobres. “A iniciativa põe o brasileiro na condição de agente e protagonista de sua própria transformação”, diz o coordenador do projeto, Joaquim de Melo Neto.

Toda a filosofia do banco está voltada para a valorização da produção e a circulação de dinheiro na própria comunidade, incrementada com a existência da “palmas”, a moeda circulante local. Mais de 240 estabelecimentos comerciais do Conjunto oferecem descontos para quem compra com a moeda, incentivando o uso e fidelizando os consumidores. A medida já dá resultados: de acordo com dados da Federação do Comércio de Fortaleza, em 2007 as vendas aumentaram 30% em relação ao ano anterior.

Para compras ou pagamentos fora do bairro, qualquer produtor ou comerciante cadastrado no Banco Palmas pode trocar a moeda social por reais. Os empréstimos em palmas realizados no Banco são cobrados sem juros; já para aqueles feitos em reais, as taxas variam de 0,5 a 3%. A concessão dos empréstimos é baseada nas relações de proximidade: os analistas de crédito vão até a casa dos interessados e conversam com a vizinhança, para realizar o que chamam de “aval ético”, um controle muito mais social do que econômico.

“A palavra de ordem é solidariedade”, conta Joaquim, explicando que as pessoas que tomam o empréstimo têm consciência de que precisam pagar as prestações em dia para que outras possam ter acesso ao crédito. Os vizinhos também cobram uma postura responsável do mutuário, já que deram um voto de confiança ao analista.

Desde a sua criação, em 1998, já são seis empresas comunitárias financiadas pelo Banco e cerca de 1.800 postos de trabalho criados. Hoje, graças à iniciativa, os 30 mil habitantes da favela têm acesso a crédito sem comprovação de renda. São 550 clientes e uma carteira ativa de R$ 420 mil.

Seguindo o exemplo do Banco Palmas, já existem hoje espalhados pelo País 33 bancos comunitários em estados como Maranhão, Piauí, Bahia, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul. Eles fazem parte do chamado “Sistema Palmas”: Cada um tem gestão e moeda próprias, e poder de decisão local.

Desde 2005, uma parceria com o Banco do Brasil e a Secretaria Nacional de Economia Solidária assegura toda a infra-estrutura e a tecnologia financeira aos bancos comunitários do Sistema, ampliando a gama de serviços somente autorizada aos bancos oficiais, como a abertura de conta corrente e o pagamento de aposentados.